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Contrato de Zé Aldo com o Flamengo reascende rivalidade entre clubes de futebol no MMA

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29122011

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Contrato de Zé Aldo com o Flamengo reascende rivalidade entre clubes de futebol no MMA






O lutador brasileiro José Aldo, campeão mundial do peso-pena do UFC, acertou contrato de um ano com o Flamengo nesta quarta-feira (28). Com isso, o UFC Rio promete reproduzir nos octógonos uma rivalidade tradicional do futebol carioca. Mais do que isso, o contrato deixa claro que o MMA e o futebol estarão cada vez mais ligados no Brasil, o que pode acarretar também a entrada de torcidas organizadas nos eventos.

O desafiante de José Aldo no evento do próximo dia 14 de janeiro, Chad Mendes, já posou para fotos com a camisa do Vasco, time de seu treinador, Fábio Pateta. Além disso, Mendes recebeu materiais de uma torcida organizada vascaína e pediu apoio na luta que vai valer o cinturão da categoria.

Flamenguista declarado, o campeão dos penas disse ter realizado um sonho ao assinar contrato com o Rubro-Negro.

- É um sonho que está realizado. Sempre torci, chorei e acompanhei o Flamengo desde criança e, agora, poder fazer parte desta companhia é maravilhoso. É um momento em que consigo alcançar mais um objetivo na carreira.

Com a explosão de popularidade do MMA no país, ganhou importância a entrada em peso dos clubes de futebol que passaram a apoiar lutadores, graças à aproximação entre o Corinthians a o campeão do UFC Anderson Silva. Atleta do Timão, o Spider abriu até uma academia de luta nas dependências do clube.

Para o presidente do Jungle Fight, Wallid Ismail, o apoio de clubes ao MMA acontecerá naturalmente, graças ao crescimento do esporte no país.

- O futebol patrocina o atletismo e o vôlei, porque não o MMA também? É o esporte que dá mais alegria para o país. É uma nova tendência. O clube só tem a ganhar, porque quer mostrar que tem atletas vencedores. Mas, o mais importante é que todos os fãs torcem para o Brasil, e pelo Brasil.

Depois do Spider, Minotauro lutou o UFC Rio pelo Inter e Paulo Thiago defendeu as cores do Cruzeiro. Até o falastrão americano Chael Sonnen tem aparecido em vídeos com a camisa do Palmeiras para provocar o corintiano Anderson Silva.

Apesar do apoio dos clubes crescer no MMA, o patrocínio da Gaviões da Fiel, torcida organizada corintiana, ao atleta Bruno Cappelozza, que luta no Jungle Fight, foi banido. Para justificar a atitude, Wallid lembrou que o esporte já foi proibido no Rio de Janeiro após briga generalizada entre os torcedores que acompanhavam o evento Pentagon Combat, no ginásio Tijuca Tênis Clube.

A confusão, em setembro de 1997, manchou a imagem do MMA no país, que demorou anos para resgatar a credibilidade dos eventos nacionais junto aos fãs. Wallid acredita que o apoio dos clubes é benéfico para a modalidade, mas pede cuidado com a torcidas organizadas para o MMA não "morrer no Brasil".

- Não há espaço para essas torcidas no MMA, não podemos misturar as coisas. Apoio que clubes patrocinem atletas, mas torcidas são diferentes. Hoje, estamos com a mídia a favor do esporte, mas se a porrada comer solta na arquibancada com torcidas envolvidas, o esporte morrerá no Brasil. Depois do Pentagon Combat, o primeiro evento grande na cidade foi o Jungle, em 2008, 11 anos depois.
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